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Direto do Pinheirinho
“Andar pelo Pinheirinho me lembrou Moçambique, Uganda, Ruanda ou outra cidade africana. As ruas grandes, grossas, os quintais generosos e os portões de madeira. A terra batida seca a boca. Policiais pixam paredes com um “V” em verde. É a sentença de morte dos barracos. Cor e letra nos intrigam. Paro na sombra de uma enorme árvore, encosto no portão e finjo ser o dono da casa. Vejo meu vizinho ser trucidado. Nem 30 segundos para uma máquina laranja destruir, fazer pó. Logo a casa de uma senhora cujo jardim era tão belo e bem cuidado. Tenho queda por jardins, lembro sempre de minha mãe e seu desejo por ter jardins. Um jardim a menos.” Por: Leandro Iamin Ler mais? Aqui, clica..